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Arquivo para July, 2005

Jul 05
10

Ouvi Dizer...

Por Dextro | 3:07 | | Comenta »

Hoje vou postar apenas um poema que é recitado no fim da musica Ouvi Dizer dos Ornatos Violeta porque é um poema que gosto bastante. Não sei que o escreveu no entanto mas o importante é o que ele diz e como representa o que eu sinto:

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!

Jul 05
09

Carnaval...

Por Dextro | 2:07 | | Comenta »

A vida é como um carnaval!

Todos os dias levantamo-nos e ao lavarmos a cara colocamos uma primeira parte da mascara que oculta o nosso ser. A mascara que esconde o nosso aspecto atras de sorrisos falsos e falinhas mansas. Mascara essa que se completa com o tempo. Passados alguns minutos já estamos totalmente despertos e a pensar no que dizemos completando assim a mascara.

Falar sem pensar é ser honesto, é remover a mascara, enquanto pensar antes de falar é omitir e mentir para manter a aparencia da mascara que escolhemos mostrar aos outros.

Vivemos das mascaras e remove-las é perder tudo o que elas conseguiram. Somos dependentes delas, elas dominam a nossa vida!

Pensando melhor não temos uma verdadeira vida enquanto vivermos de mascaras. Enquanto pensarmos no que dizemos e calcularmos as nossas palavras vamos ser sempre meros escravos das mascaras que criamos e que acabam por nos dominar.

Mas fomos mesmo nós a construir a nossa mascara? Ou terá sido a sociedade que rodeando-nos com a sua crueldade para com o nosso verdadeiro ser criou as mascaras que mantemos?

Toda a nossa vida é uma farsa! O mundo é um carnaval cheio de pessoas mascaradas de algo que não são. “Quem vê caras não vê corações” é uma verdade maior do que qualquer um pode imaginar.

E vivemos sem viver ocultos nas mascaras que usamos, nos sentimentos que fingimos, nas palavras que ocultamos, nas magoas que não mostramos, na vida que não vivemos…

E mais uma vez fico de mascara na mão pensado se a devo voltar a colocar e recuperar uma vida morta ou se a deito fora e continuo a viver uma morte viva despejada de tudo o que compõe este Carnaval que chamamos de humanidade.

E tu? Porque usas tu a mascara?

Jul 05
08

Mudança...

Por Dextro | 3:07 | | Comenta »

Cheguei a uma terrível conclusão que de tão obvia já a devia ter antecipado: Mudei, mudou o mundo á minha volta e mudaram todos aqueles que conheço.

É assustador atingir esta conclusão porque nunca se sabe bem quem mudou o que porque vivemos connosco próprios todos os dias.

Mete medo quando chegamos á conclusão que amigos de longa data com quem tínhamos longas conversas mudaram de tal forma que agora apenas conseguimos dizer um olá e um adeus. É mau ver a pessoa que amamos deixar de nos amar e sentir que mais tarde ou mais cedo faremos o mesmo. Mas o que mais medo mete é pensar que possivelmente não foram eles que mudaram mas sim nós. Pensar que fomos nós que mudamos para algo pior que afastou tudo aquilo que nos era querido. Pensar que nos transformamos em algo que toma o que tem por certo e acaba por perder tudo.

É assustador ver o tempo a passar e ver tudo a mudar lentamente, muitas vezes sem notarmos, e no fim chegamos á conclusão que as mudanças foram tantas que deixámos de conhecer o que conhecíamos… deixamos de saber o que sabias… deixamos de ter os amigos, deixamos de ter as paixões, perdemos ódios e ganhamos outros…

Tenho medo… Sinto-me só… Sinto que perdi tudo o que tinha porque acreditei que era eterno… Sinto que fui displicente e perdi tudo por não trabalhar para o manter…

E agora sozinho neste quarto estranho fico sem me conhecer a mim mesmo e sem conhecer ninguém… sem te conhecer a ti… sem a conhecer a ela… sem os conhecer a eles…

Jul 05
03

Circulo vicioso...

Por Dextro | 2:07 | | Comenta »

Até quando vou estar assim? Até quando vou pensar nela todas as noites? Até quando vou vê-la sempre que fecho os olhos e pensar no quão distante estamos? Até quando vou sofrer quando a vejo? Até quando vou perder as forças quando a oiço? Até quando vai ela dominar a minha mente?

Só há duas saídas que vejo: uma é voltar a conquistar o seu coração e a outra é algo que não sei nem consigo imaginar… Então se a segunda é uma incógnita é na primeira que tenho de me focar mas como? Como posso faze-lo?

Tenho de a fazer sentir especial é óbvio. Tenho de adormecer com o sorriso por pensar nela todas as noites, vê-la sempre que fecho os olhos e sentir uma proximidade crescente. Tenho de alegrar-me quando a vejo e pular de alegria quando a oiço… Ela tem de ser o motor da minha mente para se sentir especial…

Mas precisamente porque é especial não o posso fazer… Porque ela é especial não consigo sorrir sabendo que me deixou… Não consigo sentir proximidade depois de ter sido afastado… Não consigo alegrar-me por a ver e pular de alegria porque a oiço, posso apenas sofrer pelo que foi e nunca mais será…

E a mascara domina-nos… a mascara oculta-nos… a mascara magoa-nos… É com uma mascara que vivemos o dia a dia e é essa mascara que cria a nossa vida…

…e é ao remove-la que essa vida se desmorona. …é ao remove-la que perdemos o que ela nos deu. …é ao remove-la que precisamos de a voltar a usar.

Porque as mascaras são a nossa vida e de mascaras vivemos. Tira-las é sofrer, coloca-las é não viver.

Pensar em ti é a minha morte… Pensar em ti é a minha vida… E eu quero a minha vida de volta… Até quando vou ficar sem saber como?