Estive a participar nos comentários do artigo “Computação Traiçoeira mostra a sua verdadeira face em patente da Microsoft” no blog Software Livre no SAPO e dei comigo a pensar: “Epah esta malta é muita fundamentalista” mas antes de pensarem que estou a insultar seja quem for deixem-me continuar o meu raciocínio.
Nestes comentários falava-se do DRM e de como ele é mau mas eu fiquei com a sensação que as pessoas hoje em dia já respondem a DRM com um tremendo e estrondoso “NÃO” sem sequer verem muito bem do tipo de DRM que estamos a falar. Sim eu concordo que DRM é mau porque demonstra que a empresa que nos vende aquele conjunto de bits não confia em nós mas vamos lá a ver: não terão eles razão? Com tanta pirataria por ai, com um acesso tão democratizado aos torrents e outras redes P2P onde a pirataria impere não terão estas empresas razões para suspeitarem dos seus clientes? Têm e apesar de eu não querer ser nenhum “advogado do diabo” lá terei de o ser porque o DRM tem razão de ser e admitamos: ele não vai desaparecer tão brevemente… mas pode ser controlado por pressões e mostras de desagrado por parte dos clientes.
Eu pessoalmente não quero sequer instalar o Windows Vista no meu PC devido á sua natureza tão dada ao DRM do Hardware… Não quero um dia ligar o PC e descobrir que a placa de rede que acabei de comprar e instalar não funciona porque as drivers não estão “certificadas” (ou seja porque a Microsoft não recebeu a sua parte dos lucros). Mas isto não quer dizer que eu ache que o DRM é única e exclusivamente mau porque no seu principio o DRM é tão mau como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras ou aqueles detectores á porta das lojas que apitam quando se tenta fugir com algo que não é nosso. Destes nós não nos queixamos mas do DRM é logo um Ai Jesus!
Volto a dar o meu exemplo do Steam: é uma forma de DRM, é uma forma de controlar que cada pessoa joga apenas os jogos que comprou e no entanto permite facilmente que eu pegue no CD do jogo e o instale noutro computador qualquer que me apeteça… Preciso de ter o meu login e password para jogar é verdade mas sinceramente há assim tanta diferença do velho meto de inserir o CD para jogar?
Quanto á historia do EULA eu vou dizer que o odeio com todos os ossos do meu corpo e não pelo facto de ele existir, não pelo facto de ele me tirar direitos que a lei me concede mas sim pelo facto de ser um contrato que eu sou obrigado a aceitar depois de comprar um produto pelo qual paguei e que agora me pertence, isso sim é do mais ilegal e imoral que existe neste mundo e isso sim me faz odiar o malfadado EULA com todos os ossos do meu corpo!


December 5, 2006 ás 18:14 [resp.]
Deixo-te aqui um achega a este assunto do software livre versus DRM.
http://tuxvermelho.blogspot.com/2006/12/software-livre-e-as-4-liberdades.html
December 12, 2006 ás 1:15 [resp.]
O problema dos DRM não é o que eles protegem, mas a maneira como protegem.
Aceitas comprar um cd que só possas ripar uma vez?
E que só pode ser tocado num leitor?
O que hoje te parece um controlo minimo dos direitos de autor pode amanha ser o controlo total dos teus direitos digitais.
DRM
TCPA
Paladium
etc
começa por aqui
http://pt.wikisource.org/wiki/Defeituosos_por_projeto
December 12, 2006 ás 10:13 [resp.]
Eu não disse que o DRM actual está a efectuar o controlo de forma correcta, antes pelo contrario até acho que o DRM actual está excessivamente controlador… MAS concordo com o conceito base de DRM visto que sei que os utilizadores abusam dos seus direitos (copiar CDs para os amigos e afins).
Quanto ao Paladium nem me ponha a falar, odeio essa treta com toda a essência do meu ser!